• Nathanael Modesto

Novembro Azul e a saúde do homem em foco.


A campanha mundial Novembro Azul tem como objetivo informar a população sobre doenças, diagnósticos e tratamentos dos problemas masculinos, especialmente para o câncer de próstata. É ainda uma grande oportunidade para se debater sobre as principais causas de morte no país: causas externas, doenças cardiovasculares como infarto e AVC e, em seguida, os cânceres de pulmão e próstata.

O rastreio da doença que afeta mais de 65 mil homens por ano e causa quase 16mil mortes no Brasil gera discussão e controvérsias. Enquanto grandes estudos apontam pro benefício da investigação populacional com exame de PSA e do toque da próstata , ao reduzir mortalidade pela doença, outros apontam pra possibilidade de excesso de exames, diagnósticos e tratamentos desnecessários para casos de baixo risco.

Nesse embate de conceitos, estatísticas e bom senso, está vencendo o que parece óbvio: o diagnóstico precoce é a melhor arma na luta contra o câncer de próstata. Quando diagnosticada em sua fase inicial, a chance de cura é acima de 90%. Desde que se instituiu a busca pelo diagnóstico precoce, a mortalidade relacionada diretamente ao câncer reduziu em torno de 50%. De forma semelhante também se reduziu o número de casos de tumor metastático ao diagnóstico. Casos localizados têm sobrevida em 10 anos de até 100%, enquanto tumores metástaticos a distância têm sobrevida em 5 anos de apenas 30%

O aumento na incidência de tumores em estágios iniciais e de baixo risco abriu espaço pra vigilância ativa, modalidade de acompanhamento que deixa o tratamento para um momento onde há maior risco de progressão pelo tumor. Dessa forma se reduzem os índices de complicações provocadas por cirurgia ou radioterapia e o paciente pode ter uma melhor qualidade de vida.

A discussão sobre câncer de próstata no consultório é sempre ampla: exame de toque, PSA, biópsia da próstata, cirurgia, radioterapia, vigilância ativa, hormonioterapia ou quimioterapia. Qual a indicação de cada um desses procedimentos?

Para esclarecer tantas dúvidas, a Sociedade Brasileira de Urologia recomenda que os homens visitem o urologista a partir dos 50 anos de idade ou 45 anos quando há casos de câncer na família ou se o homem for afro-descendente. Após realizados os esclarecimentos o homem resolve, em comum acordo com seu médico, o que deve ser feito. Em paralelo, é essencial seguir um estilo de vida saudável, com dieta balanceada, aliada à pratica de atividades físicas regulares, controle do peso, evitando fumo e bebidas alcoólicas.

Diante disso, convido todos os homens a refletirem sobre sua saúde, com mais informações e menos preconceito, ao longo de todo o ano. Esse é o primeiro grande passo na busca por uma vida longa e com qualidade.

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